Linda Martins, 18, Salvador. Livros (os que leio e os que escrevo), minimalismo, estudos aleatórios e comida definem minha vida. Em constante evolução. Se você for suficientemente observador, verá que esta bio é diferente da bio do ano passado.

ENTREVISTA
Rudson Xaulin

RESENHA
Um beijo inesquecível

MINIMALISMO
Resumido

14.10.13

"Eu apenas sento lá e escrevo, e as pessoas gostam disso" - Entrevista com o escritor Rudson Xaulin

E aí galera, tudo bem?
Então, depois de dias sem postar nada no blog por razões de eu-estava-sem-net-e-meu-pc-deu-pau eis que volto a ativa cheia de novidades para vocês! Uma delas é a entrevista com o escritor Rudson Xaulin, onde ele fala um pouco sobre experiências com sua cadela Jill e seu novo livro chamado "Caos". Confiram a entrevista e um resumo sobre o autor:




Rudson Miorelli (Xaulin) tem 26 anos e é escritor há um ano e meio. Nasceu em Porto Alegree atualmente mora em Cacheirinha. Autor de As Crônicas de um ex Exilado, O cara que escreve e Um Projeto de cão chamado Jill, Rudson escreveu 9 livros no total.




Para começar, como e quando você decidiu escrever um livro sobre o seu cão? Eu jamais achei que um dia iria me tornar escritor. E quando Jill ficou doente, eu escrevi um texto sobre isso. Dias depois eu escrevi um segundo, que retratava meu medo de perder ela e o terceiro texto, que falava sobre nossa luta para salvar ela. Foram as primeiras coisas que postei no meu Facebook, eu havia criado ele (o Facebook) há muito pouco tempo, e a página recebeu de imediato os textos, nada além disso, foram as primeiras coisas que eu postei. Então as pessoas gostaram e muitos ficavam dizendo que estavam surpresos, não sabiam que eu era um escritor, e eu tipo: “nem eu, porque eu não sou”. Os textos foram apenas para retratar o que Jill era pra mim, nada além disso, o resto é história... Essas postagens se mantém até hoje, no meu Facebook só posto coisas relacionadas aos livros, ou o que eles me trazem de bom. Não posto quase nada sobre minha vida pessoal ou o que faço fora dos livros. E devo manter isso sempre. Então foi assim que comecei a escrever meus textos, que mais tarde viraram crônicas e depois livros. E com tudo o que vem acontecendo e esse bom momento que eu venho vivendo, percebi que nada disso teria começado se não fosse por Jill, então eu resolvi contar a história dela porque eu devia isso a ela.

Há algum momento inusitado que você já passou com o seu cão que queira compartilhar com a gente? Foram vários! Jill era a coisa mais encrenqueira da minha rua! Das vezes que ela fugiu, o caos estava gerado. Eram cachorros latindo e brigando, pessoas segurando gatos no colo, crianças no colo e até que eu conseguisse trazer ela de volta, depois de correr alguns quarteirões, parecia que um furacão havia passado na rua. Tentei levar ela para visitar uma cidade no interior, ela se soltou e saiu correndo pelas calçadas, derrubando mesas, cadeiras, copos e deixando as pessoas furiosas. Fora que ela era ciumenta, nenhuma garota podia entrar na minha casa que era confusão na certa. Jill derrubou uma menina de uma cadeira e a puxou pelos cabelos, foi uma gritaria, e depois essa menina nunca mais apareceu. Jill também invadiu a casa e pegou outra no banho, imagine o desespero da coitada. Essa também, nunca mais me visitou...

Você disse em outras entrevistas que não tem o costume de ler. Você acha que isso afeta de alguma forma a sua maneira de escrever? Depende do leitor. Eu apenas sento lá e escrevo, e as pessoas gostam disso. Vai ter aquele que diz que eu não sigo regras, que eu não cuido isso ou aquilo, mas na verdade, minha vida é assim. Eu não sigo regra alguma, eu vou vivendo como eu acho que tenho que viver, e isso se resume no que eu escrevo. Eu não leio livros, depende muito do que eles abordam para chamar minha atenção, o que é difícil... Mas eu leio o tempo todo, pois eu estou sempre buscando informação e noticias. Estou sempre ligado no que acontece no mundo, eu gosto de coisas novas e sempre busco estudar muito aquilo que eu não conheço. Então boa parte do meu tempo livre se resume a ler, mas não livros...

Você está com um novo livro chamado "Caos" e pretende transformá-lo em uma trilogia. Pode nos contar um pouco mais sobre esse projeto? “Caos” é uma coisa audaciosa pra mim, por ter ficado muito extenso. O livro retrata um mundo após uma grande guerra que dizimou quase tudo. Então o personagem principal tem que conviver com o calor, com a falta de água e com um deserto que esta em todo o lugar. Ruínas, destruição e muito suor fazem parte do enredo. Gostei de dar ênfase ao fato de que o personagem busca sempre saber mais sobre o mundo antes da guerra. Ele coleciona fotos, quadros, livros e discos. Ele mora em um 747 caído, adora carros de época e tudo o que ele encontra ainda inteiro, ele trás para a tribo dele e tenta ensinar as crianças. Ele é um tipo de pessoa que sabe fazer tudo e se virar em qualquer situação, e eu tirei muito disso do meu próprio pai, que é uma figura icônica. Tem muito de mim com o lance de carros antigos, rock n’ roll, uma guerra nas estradas, tipo “Mad Max” e todo aquele cenário estranho, que as pessoas que leram sua pré, dizem que lembra “O Livro de Eli”, o que pra mim foi muito bom saber. Como eu fui detalhando tudo e criando um monte de personagens e lugares, o livro ficou muito grande e eu comecei a dividir ele, quando vi, eu tinha uma trilogia. Eu queria terminar pelo menos o primeiro até o final do ano, mas como a correria esta grande, devo lançar ele no começo de 2014.

ALGUNS LIVROS DELE: